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sábado, 11 de agosto de 2012

Saara




   O deserto do Saara é o maior deserto  quente do mundo (haja vista que a Antártica  é a maior área deserta do planeta). Sua superfície é de 9.065.000 km². Está localizado no norte do continente africano, separando-o em duas regiões: a África mediterrânea, situada ao norte e a África subsaariana, localizada ao sul. Ao este faz fronteira com o Mar Vermelho, ao oeste com o Oceano Atlântico e ao norte com as montanhas Atlas e o mar mediterrâneo. O deserto tem mais de 2,5 milhões de anos.
  Este deserto se estende pelo território dos seguintes países: Túnis, Argélia, Marrocos, Saara Ocidental, Mauritânia, Mali, Níger, Líbia, Chade, Egito e Sudão. O deserto do Saara se expande e contrai em ciclos regulares, de tal maneira que suas fronteiras com tais países são pouco constantes.

Curiosidades: 
- A deserto da Saara possui pouco mais de 9 milhões de quilômetros quadrados.
- A palavra Saara deriva da palavra tenere que na língua tuaregue significa deserto.
- O principal rio que atravessa o deserto do Saara é o rio Nilo. 

Sabia que...

Já nevou no deserto do Saara?

   Já, sim! O fenômeno só rolou uma única vez, mas foi uma nevasca bem no coração do deserto. Tudo ocorreu em 18 de fevereiro de 1979, no sul da Argélia. Existem poucos relatos científicos sobre o fato, mas é provável que a nevasca tenha acontecido durante a noite, quando a temperatura no deserto pode cair abaixo de 0 ºC. A tempestade de neve durou apenas meia hora e não deixou vestígios, pois a neve derreteu em poucas horas. Os cientistas arriscam que a principal explicação para a nevasca no Saara é a baixíssima umidade do local. Isso ocorre porque as montanhas do Atlas, ao norte do Saara, "emparedam" o deserto, impedindo a entrada de ar úmido. Passam apenas algumas massas de ar seco, que em condições raras podem fazer chover - ou, em condições ainda mais raras, fazer nevar.


Referências

http://mundoestranho.abril.com.br/materia/ja-nevou-no-deserto-do-saara
http://www.suapesquisa.com/geografia/deserto_saara.htm

O legado fundamental dos povos africanos para a cultura brasileira

  "Não zangue nem me xingue por estar cochilando ou cochichando". Você sabia que todos os verbos dessa frase são de origem africana? Centenas de outras palavras que usamos no cotidiano também vieram da África: marimbondo, tanga, sunga, canga, tamanco, quiabo, quitute, jiló, chuchu... Além do modo de falar, recebemos influência também na comida, na música, na dança, na maneira de trabalhar... Por isso que conhecer - e respeitar – a África é tão importante, ressalta Alberto da Costa e Silva, ex-diplomata, membro da Academia Brasileira de Letras e autor do livro "A enxada e a lança", considerado um dos mais completos estudos sobre o continente africano.
Alberto da Costa e Silva

  "O processo de migração forçada de africanos foi um dos mais longos de nossa história, durou mais de 300 anos. Eles moldaram nossa maneira de viver, assim como os ameríndios. A maioria dos portugueses chegava sem mulheres. E os africanos também. Logo, parte da população brasileira foi gerada no ventre da mulher indígena", ressalta o especialista.


  A bagagem cultural africana marcou profundamente nossa história, além do óbvio, conta Costa e Silva. "Devemos aos africanos a forma de construir a casa rústica; importantes técnicas agrícolas e pecuárias; as forjas de ferro; a maneira de peneirar o ouro nos garimpos; o modo de nos comportarmos, de gostar da rua. A influência é rural e urbana. Recebemos milhares de africanos de regiões diferentes, em períodos distintos, e cada povo deixou um legado. O povo da Alta Guiné tinha a cultura do arroz, e quando foi trazido para o Maranhão, deixou lá essa marca. O forte na Costa do Benin era o inhame, o dendê e a malagueta, e como eles vieram para a Bahia, o dendê se tornou uma marca da região. Cabe destacar também que a influência foi recíproca, pois o povo africano herdou de nós a mandioca, a batata-doce, o caju e o abacaxi. Na música temos o samba, o maracatu, o frevo... ", revela.

Fonte: Geledés Instituto da Mulher Negra <http://www.geledes.org.br/areas-de-atuacao/questao-racial/afrobrasileiros-e-suas-lutas/14542-o-legado-fundamental-dos-povos-africanos-para-a-cultura-brasileira> 



sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Um verdadeiro "Herói" Africano

"Não há caminho fácil para a Liberdade." 

   
  Nelson Rolihlahla Mandela é um importante líder político da África do Sul, que lutou contra o sistema de apartheid no país. Nasceu em 18 de julho de 1918 na cidade de Qunu (África do Sul). Mandela, formado em direito, foi presidente da África do Sul entre os anos de 1994 e 1999. E atuou como o principal representante anti-apartheid.

        Luta contra o apartheid

  O apartheid, que significa "vida separada", era o regime de segregação racial existente na África do Sul, que obrigava os negros a viverem separados. Os brancos controlavam o poder, enquanto o restante da população não gozava de vários direitos políticos, econômicos e sociais.

  Durante toda a década de 1950, Nelson Mandela foi um dos principais membros do movimento anti-apartheid. Participou da divulgação da “Carta da Liberdade”, em 1955, documento pelo qual defendiam um programa para o fim do regime segregacionista.

  Mandela sempre defendeu a luta pacífica contra o apartheid. Porém, sua opinião mudou em 21 de marco de 1960. Neste dia, policiais sul-africanos atiraram contra manifestante negros, matando 69 pessoas. Este dia, conhecido como “O Massacre de Sharpeville”, fez com que Mandela passasse a defender a luta armada contra o sistema.

     Mandela permaneceu preso de 1964 a 1990. Neste 26 anos, tornou-se o símbolo da luta anti-apartheid na África do Sul. Mesmo na prisão, conseguiu enviar cartas para organizar e incentivar a luta pelo fim da segregação racial no país. Neste período de prisão, recebeu apoio de vários segmentos sociais e governos do mundo todo.

   Com o aumento das pressões internacionais, o então presidente da África do Sul, Frederik de Klerk solicitou, em 11 de fevereiro de 1990, a libertação de Nelson Mandela e a retirada da ilegalidade do CNA (Congresso Nacional Africano). Em 1993, Nelson Mandela e o presidente Frederik de Klerk dividiram o Prêmio Nobel da Paz, pelos esforços em acabar com a segregação racial na África do Sul.

   Em 1994, Mandela tornou-se o primeiro presidente negro da África do Sul. Governou o país até 1999, sendo responsável pelo fim do regime segregacionista no país e também pela reconciliação de grupos internos. Depois disso se afastou da politica e atua em organizações que defendem os direitos humanos.
   
       Uma frase bem marcante de Nelson Mandela: 
   
     "Não há caminho fácil para a Liberdade." 


       Por esse motivo, Mandela pode ser considerado como um grande "Herói" africano.

         Fontes:

A riqueza mineral da África

  O continente africano é muito conhecido pelos problemas socioeconômicos, conflitos étnicos, subnutrição, doenças, entre outros aspectos negativos. A África, porém, não pode mais ser vista como um continente absolutamente miserável. Ao lado de muitos países atrasados economicamente, alguns se destacam: Angola, Nigéria, Guiné Equatorial, Chade, Camarões, República Democrática do Congo e Congo. Exportadores de petróleo e minérios, eles fizeram com que, desde os anos 2000, o Produto Interno Bruto (PIB) africano registrasse um crescimento anual médio de 5%. A importância do continente é estratégica.
 
 Extração de minérios na África do Sul

  A mudança de patamar das nações que sobressaem se deve, sobretudo, às recentes relações comerciais estabelecidas com os países mais ricos. Até os anos 1960, muitas nações africanas ainda eram colônias e tinham uma economia baseada em transações comerciais internacionais, na maioria das vezes desfavoráveis. Com os movimentos de independência, elas se tornaram protagonistas de seus próprios processos políticos e econômicos e passaram a negociar suas riquezas em condições mais vantajosas. Assim, foi possível, por exemplo, desenvolver tecnologias para a extração de minérios e petróleo por meio de parcerias com investimentos externos ou de empréstimos tomados de organismos internacionais.
  A África possui grandes reservas minerais graças a sua formação geológica, que é da idade pré-cambriana. Sendo assim, essa região é formada por terrenos antigos, apresentando as condições necessárias para a formação de minérios.
   Esse continente abriga cerca de 8% das reservas mundiais de petróleo e gás natural, com destaque para o Congo, Egito e principalmente Angola, Argélia, Líbia e Nigéria, que integram a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).
  O subsolo africano possui também outro mineral importante: o urânio. O continente detém aproximadamente 25% das reservas mundiais. 
  Entre as principais nações africanas que abrigam reservas minerais estão: Marrocos (fosfato), Zâmbia (cobre), Zimbábue (ouro), Guiné (bauxita), Namíbia (urânio), Uganda (cobre e cobalto), Sudão (ouro, prata, zinco, ferro, etc.), Botsuana, Congo, República Democrática do Congo, República Centro-Africana, e Gana (diamante).

Fontes: 
-Brasil Escola < http://www.brasilescola.com/geografia/riqueza-mineral-Africa.htm>
-Nova Escola<http://revistaescola.abril.com.br/geografia/pratica-pedagogica/petroleo-minerio-sao-destaques-economia-africana-606263.shtml>

10 ideias errôneas que o mundo ocidental tem sobre a África

  Não é novidade que a África tem a sua imagem denegrida com os estereótipos a ela atribuídos, mas algumas pessoas passam dos limites no que diz respeito a ignorância. Confira a lista que Christine Vrey, uma jornalista da Namíbia, fez ao se revoltar com  a generalização que seu continente andava sofrendo. Prepare-se para ler 10 ideias equivocadas e absurdas sobre a África. 

10 – A África é um país

  Acredite se quiser, ainda existem pessoas que pensam que a África é um país só (devem ser as mesmas que acham que a capital do Brasil é Buenos Aires). Como já foi postado aqui, a África é um CONTINENTE que abriga 54 países independentes.

9 – A África inteira é um deserto

   Monte Kilimanjaro

  Dependendo das referências (alguns filmes, por exemplo), um leigo pode imaginar que a África inteira seja um deserto escassamente povoado por beduínos e camelos. Mas apenas as porções norte e sudoeste do continente (desertos do Saara e da Namíbia, respectivamente) são assim; a África apresenta um rico ecossistema com florestas, savanas e até montanhas onde há neve no cume.

8 – Todos os africanos vivem em cabanas

 
    Cidade do Cabo (África do Sul)

   A fama de continente atrasado permite, segundo Vrey, que muitas pessoas achem que a população inteira habite cabanas com paredes de terra e teto de palha. A África, no entanto, tem moderníssimos centros urbanos nos quais vive, na realidade, a maior parte da população. As pessoas que habitam tais cabanas geralmente vêm de grupos tribais que conservam suas vilas no mesmo estado há muitas décadas.

 7 – Os africanos têm comidas estranhas

Uma cidade africana, de acordo com a jornalista, se assemelha a qualquer outra localidade ocidental no quesito alimentação: pode-se encontrar qualquer lanchonete de fast food, por exemplo. Christine explica que os hábitos alimentares dos africanos não diferem muito do nosso, exceto pelo que se come em algumas refeições, como o “braai” (o equivalente ao nosso churrasco).

6 – Há animais selvagens por toda parte

   Em uma cidade africana, você verá o mesmo número de leões ou zebras que encontraria nas ruas de qualquer metrópole mundial: zero. Não há absolutamente nenhuma condição favorável para eles nos centros urbanos, é óbvio que vivem apenas em seus habitat naturais. Se você quiser ir à África com o intuito de observar animais selvagens, terá que fazer uma viagem específica para esse fim.

 5 – A África é uma excluída digital

   A jornalista Christine conta que ainda conversa com pessoas, pela internet, que ficam surpresas pelo simples fato de que ela, uma africana, tem acesso a computadores e internet! Um dos interlocutores da jornalista chegou a perguntar se ela usava um computador movido a vapor. Ela explica que a tecnologia não perde muito tempo em fazer seus produtos mais modernos chegarem até a África, e que eles estão cada vez menos atrasados em relação ao resto do mundo.

 4 – Existe o “idioma africano”

   Existem pessoas que imaginam todos os habitantes do continente falando a mesma língua. Christine explica que apenas na Namíbia, de onde ela veio, há mais de 20 idiomas usuais, incluindo mais de um “importado” e alguns nativos. Nenhum país do continente tem menos de cinco dialetos correntes.

 3 – A África tem poucos hotéis

Hotel na África do Sul 

 Não é uma missão impossível encontrar hospedaria em uma visita ao continente africano. As maiores cidades do continente dispõem de dezenas de hotéis disponíveis para turistas. Só nas oito maiores cidades da África do Sul, segundo Vrey, existem 372 hoteis.

2 – Os africanos não sabem o que é um banheiro

 Há quem pense, de acordo com a jornalista, que todos os africanos sejam obrigados a fazer suas necessidades atrás do arbusto ou em latrinas a céu aberto. Isso vale, segundo ela, apenas para as áreas desérticas e vilarejos afastados. No geral, uma casa na África dispõe de um vaso sanitário muito semelhante ao seu.

 1 – Todos os africanos são negros


  Da mesma forma que houve miscigenação de raças na América, devido às intensas migrações de europeus, a África também recebeu essas misturas. Na Namíbia, por exemplo, há famílias africanas brancas descendentes de franceses, holandeses e portugueses. Mas não há apenas isso: o continente também abriga grandes comunidades de indianos, chineses e malaios, de modo que não se pode falar em “raça africana”.
  Christine Vrey também explica que não existe uma “raça negra”. Muitas pessoas, de acordo com a jornalista, acham que todos os negros são da mesma raça ou grupo étnico. Ela conta que já ouviu pessoas descreverem a própria descendência como sendo, por exemplo, ¼ britânicos, ¼ hispânicos, ¼ russos e ¼ “negros”.
  Isso é um engano: há várias características físicas dissonantes entre os povos de pele escura. As diferenças começam pela própria tonalidade: alguns povos têm a pele mais “avermelhada” ou mais marrom do que outros, e alguns são menos escuros, sem levar em conta a miscigenação. Não é possível falar, portanto, em “negros” simplesmente. 

Fonte: Hype Science <http://hypescience.com/10-ideias-erroneas-que-temos-sobre-a-africa/>